
A história de Lorena Caruso é marcada por uma combinação rara de visão estratégica, sensibilidade cultural e capacidade de execução. Fundadora da CONLATAM e atual Diretora de Relações Internacionais da instituição, sua trajetória representa um exemplo de como a indústria, a cultura e o impacto social podem caminhar juntos para transformar realidades.
Das bases industriais ao propósito global
Com 25 anos de experiência, Lorena iniciou sua trajetória profissional “no chão de fábrica”, atuando diretamente na complexidade da indústria têxtil e de uniformes. Foi nesse ambiente que construiu uma base sólida em logística, eficiência produtiva e gestão de operações — elementos que mais tarde se tornariam pilares de sua atuação estratégica.
A fundação da empresa PROYACK foi um dos primeiros grandes marcos de sua carreira, consolidando sua atuação no desenvolvimento de soluções industriais de alta performance para grandes empresas globais, como Unilever, LATAM Airlines, Cartier, Hugo Boss e Samsonite.
Apesar do sucesso consolidado, foi a percepção de um desequilíbrio profundo entre a potência industrial e a valorização cultural que provocou seu maior ponto de virada.
O despertar: indústria a serviço da cultura
O momento decisivo na trajetória de Lorena surgiu ao reconhecer a riqueza da cultura indígena — especialmente a herança Guarani — e, ao mesmo tempo, sua subvalorização no mercado.
Fluente na língua Guarani desde a infância, ela identificou uma oportunidade única: utilizar sua experiência industrial e sua rede internacional para transformar o artesanato tradicional em um produto de valor global. Foi assim que nasceu a Amor Guarani.
Mais do que uma marca, o projeto se consolidou como um verdadeiro manifesto: provar que a indústria pode ser um instrumento de dignidade social e preservação cultural. A proposta rompe com modelos assistencialistas e posiciona os povos originários como protagonistas de uma economia criativa sustentável.

Desafios que moldaram uma visão de excelência
Ao longo de sua carreira, Lorena enfrentou desafios significativos, desde a gestão de cadeias logísticas complexas em mercados internacionais até a necessidade de se afirmar como liderança feminina em um setor predominantemente masculino.
Esses desafios moldaram duas diretrizes centrais em sua atuação:
- Rigor logístico como base criativa: sem eficiência operacional, o propósito não se sustenta;
- Ética da sustentabilidade: a produção deve respeitar não apenas padrões de qualidade, mas também impactos sociais e ambientais.
Hoje, sua visão integra desempenho, propósito e responsabilidade, onde cada etapa — da produção à entrega — carrega um compromisso com a dignidade humana.
Um marco de transformação: da moda ao impacto global
Entre os diversos projetos realizados, Lorena destaca como divisor de águas sua atuação em eventos de grande impacto, como exposições, palestras, desfiles de gala e o lançamento da própria CONLATAM, o “I Congresso CONLATAM 2025”.
Essas iniciativas consolidaram sua transição de empresária do setor de moda para estrategista de impacto global. Ao unir logística, relações internacionais e cultura, ela criou um ecossistema capaz de conectar diferentes setores da sociedade.
“Mais do que fabricar produtos, passamos a fabricar conexões de valor”, disse ela, em resumo a sua visão.

Construindo pontes entre tradição e mercado
A proposta liderada por Lorena busca resolver um problema estrutural: a ausência de uma ponte profissional entre a sabedoria ancestral e o mercado global.
Seu trabalho se baseia em três frentes principais:
- Profissionalização da cadeia produtiva cultural;
- Geração de renda com valorização identitária;
- Combate à apropriação cultural, promovendo protagonismo indígena.
O resultado é um modelo inovador onde o lucro não é o objetivo final, mas a consequência de um sistema que valoriza história, identidade e justiça econômica.
Cooperação como estratégia de transformação
Para Lorena, a transformação da América Latina depende diretamente da cooperação entre setores. Em sua atuação internacional, ela defende a integração entre iniciativa privada, políticas públicas e terceiro setor como caminho para soluções reais e sustentáveis.
Essa visão está alinhada ao propósito da CONLATAM, que atua justamente na construção de pontes entre diferentes áreas e países.

Impacto real: da subsistência à dignidade econômica
Os resultados do trabalho já são visíveis. Comunidades indígenas que antes enfrentavam a desvalorização de sua arte passaram a integrar cadeias produtivas de alto valor agregado.
Entre os principais impactos observados estão:
- Fortalecimento do orgulho cultural nas novas gerações;
- Geração de renda sustentável;
- Inserção da cultura indígena no mercado internacional;
- Profissionalização da economia criativa.
Mais do que números, o impacto está na mudança de mentalidade: a cultura deixa de ser vista como algo marginal e passa a ser reconhecida como ativo econômico estratégico.
Reconhecimento internacional e liderança
A trajetória de Lorena Caruso é marcada por diversos reconhecimentos nacionais e internacionais. Entre eles, destaca-se o Prêmio Tarsila do Amaral, que homenageia mulheres de destaque no empreendedorismo e na cultura.
Além disso, sua atuação inclui participação em fóruns globais, iniciativas com organismos internacionais, articulações no Mercosul e presença em debates sobre sustentabilidade, economia criativa e cooperação internacional.
Sua liderança também se estende a redes como o G100 e iniciativas voltadas ao fortalecimento do protagonismo feminino na América Latina.

O futuro: industrializar o propósito
Para que iniciativas como a sua atinjam cada vez mais pessoas, Lorena aponta três caminhos essenciais:
- Redução de barreiras logísticas na América Latina;
- Formação de lideranças capazes de integrar cultura e gestão;
- Valorização global do “Made in Latam” com propósito.
Sua visão é clara: é preciso “industrializar o bem e profissionalizar o propósito”.
Um legado em construção
A história de Lorena Caruso é, acima de tudo, a prova de que desenvolvimento econômico e preservação cultural não são opostos — mas complementares.
Ao integrar indústria, cultura e impacto social, ela não apenas constrói projetos, mas redefine paradigmas. Sua atuação inspira uma nova geração de líderes a pensar além do lucro, colocando o propósito como eixo central de transformação.
E é justamente essa visão que continua impulsionando a CONLATAM em sua missão de conectar, desenvolver e transformar a América Latina.
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